
| Despedida |
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| Literatura - Poesias |
Escrito por: maker52![]() |
Sáb, 13 de Março de 2010 21:19 |
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Enfim, dentro, vagueio, por uma noite sem estrelas, sem ambigüidades,
Uma noite pintada nessa tela pura e vazia, uma pétala, uma folha, Em que, destacadas, as estrelas, apenas o céu escurece, diante de tanta dor. Lá fora chove, enquanto dentro de mim anoitece,
Não posso agora saber amá-la, na chuva fria, na distancia que existe entre nós, algo mais do que cada momento que nos magoa, inquietos, com olhos nos olhos, quando escondemos essa chama em nosso coração, sabemos que nem mesmo a alma encontra seu caminho na escuridão,
Como poderia dizer-te agora, que a chuva não é metáfora para minhas lágrimas, Pois a torrente devastadora que acaba com meu coração, pertence a poesia... Sabes que meu lugar é lá fora na neblina vazia, junto com os ventos, E os fantasmas do meu desejo, quando sei que não estarás mais em meus braços,
Penso que perdi todas as coisas que me importam, no pouco de vida que me resta, e nelas estou parado indócil a sua porta, como me vistes várias vezes, Assim como antes importava, agora que estás perdida, não consigo dormir, E por nós posso sentir uma noite sem amanhecer, sem cabimento nesses versos,
Quando entro em nossa casa vazia, assopro a poeira dos móveis, A mesma poeira assentada sobre as cadeiras, Redundantes, sobre as cortinas sem vida que antes traziam a brisa, E toda a alegria que o vento nos traz, comumente com a energia que é peculiar,
Enfim, dentro, vagueio, por uma noite sem estrelas, sem ambigüidades, Uma noite pintada nessa tela pura e vazia, uma pétala, uma folha, Em que, destacadas, as estrelas, apenas o céu escurece, diante de tanta dor. Lá fora chove, enquanto dentro de mim anoitece....
Caspar David Friedrich - (autor da tela acima - O naufrágio do esperança) " À medida que os anos passam o pessimismo parece ganhar terreno, refletido em obras mais sombrias e de uma monumentalidade opressiva. São típicas desta fase O mar de gelo e O naufrágio do Esperança, que justamente por seu tom medonho não foram bem recebidas. A partir de 1830 se tornou quase um recluso, desdenhando as críticas e pintado apenas para seus amigos. O escultor David d'Angers, que o visitou nesta época e ficou impressionado com suas obras, disse que ele foi o criador de um novo gênero de pintura, conseguindo transmitir o sentimento de tragédia apenas através da paisagem. Friedrich Escreveu uma coleção de aforismos sobre estética, onde deixou clara sua abordagem da Natureza. Neles, dizia: "Fecha teu olho corpóreo para que possas antes ver tua pintura com o olho do espírito. Então traz para a luz do dia o que viste na escuridão, para que a obra possa repercutir nos outros de fora para dentro". Uma das características mais originais de sua obra é o uso da paisagem para evocação de sentimentos religiosos, e daí sua fama de místico. Buscava não só descrever a beleza natural, como faziam os neoclássicos, mas fazia daquela beleza uma ponte para uma reunião sublime entre o observador solitário e o ambiente magnífico. Em suas palavras, "o artista devia não só pintar aquilo que vê diante de si, mas também o que vê dentro de si".[9] São freqüentes em suas telas os céus grandiosos, as tempestades, as ruínas e as cruzes, testemunhas da presença de Deus. Símbolos da morte também não são raros, como o barco que se afasta da praia, motivo tirado do mito de Caronte, ou a árvore seca, outra referência pagã. Equilibrando o sentimento de abandono e desespero estão em outros momentos os símbolos da Redenção, como a cruz contra um céu claro que promete a vida eterna, a âncora na praia que alude à esperança, ou a lua crescente que sugere o renascimento e uma progressiva aproximação a Cristo.[10] Crie um banner deste artigo em outros sites Para criar um banner deste artigo em outro site, copie e cole o texto abaixo em sua página. Visualizar : ![]() |
| Última atualização em Dom, 14 de Março de 2010 08:43 |
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14/03/2010 - 09:29:32 |Registered| Niki_
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14/03/2010 - 10:15:28 |Registered| Abreu
Quando não vou à praia, reservo as manhãs do domingo para leituras. E leio revistas e jornais e tudo o mais que me aparece pela frente. Insaciável, fico ainda buscando novidades. E lembrar que sempre tenho um livro a mão, além de me deliciar no site autores. E sinto-me preenchido naquilo que desconheço. E você, como sempre a me proporcionar reflexões, como nesse poema emblemático. Esmiuçei o Friedrich de tal maneira, que de um ausente quase desconhecido tornou-se próximo e presente, tão inquietantes paisagens descobri.
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14/03/2010 - 16:28:09 |Registered| ClariceFerrari
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15/03/2010 - 10:23:28 |Registered| sunshine
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16/03/2010 - 03:58:00 |Registered| LuMa
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16/03/2010 - 16:09:52 |Registered| rackel
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01/04/2010 - 00:26:13 |Registered| katiadom







